quinta-feira, 9 de junho de 2011

Poesia sem nome





Fiz um verso...
Ele não é triste
nem alegre

Não fala de amor
nem da dor
Não rima com a vida
Não fala nada!

Fiz um verso!
Ele não fala de mim
nem de nós...
Nada...

Fiz um verso
de palavras bonitas
com métrica e rimas

Fiz um verso vazio de mim
Sem paixão
Sem sorriso
Sem lágrimas...

Fiz um verso
Escrito como se deve escrever
Um poema sem poesia
Vazio de tudo
Sem alma e sem afeto
Mas escrito como se deve escrever!

Mayara Bezerra

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A árvore que dá poesia (O contexto)






Você sabe como nasce um poemeiro? Para os alunos do colégio CEI Mirassol, ele pode nascer numa praia, num abraço, num sorriso, em qualquer lugar, em qualquer pessoa. Para fazê-lo crescer é preciso imaginação fértil e boa vontade. Uma árvore cheia de sentimentos, em que os frutos são os poemas produzidos por alunos, professores e visitantes está exposta na Semana Literária da escola. E essa é só uma das produções dos alunos para o evento.
Estudantes do CEI "colhem" os poemas produzidos durante a Semana de Literatura Foto:Ana Amaral/DN/D.A Press
Com o tema Por um mundo melhor: saberes e atitudes, a semana pretende incentivar a leitura, aproximar as crianças da poesia e instigá-las a pensar e agir em prol de um mundo melhor. "Mesmo que os alunos não se tornem poetas, pelo menos eles vão ficar sensibilizados em relação à arte, à poesia", disse o professor Antonio Carlos Galvão Junior, orientador de língua portuguesa do Cei Mirassol. Dentre as atividades desenvolvidas na semana literária está a organização de um sebo, onde os próprios alunos trazem seus livros de casa e organizam a compra e venda destes livros entre eles. Além disso, eles fizeram uma visita à livrarias para aprender como escolher, comprar e pagar um livro. "Eu gostei muito dessa visita, e agora eu vou ter a oportunidadede ler 23 livros diferentes", contou o estudante Felipe da Nóbrega Thomas Moreira. O professor Antonio explica que depois de cada aluno ler olivro que comprou começa um rodízio. "Assim eles terão a oportunidade de ler todos os livros comprados neste dia", contou. Através de uma releitura de poetas consagrados como Vinicius de Moares, Cecília Meireles, Bartolomeu Campos Queiroz e Carlos Drummond de Andrade os alunos produziram seus próprios poemas e foram além: criaram caligramas, retratos, painéis, recitais de poesias. Outra atração do evento é a Sala das Sensações, um espaço onde os cinco sentidos - olfato, visão, paladar, tato e audição - são explorados aliados à literariedade e ao tema integrador. Os alunos entram em grupos de dez e exploram todo o ambiente com a orientação dos monitores da sala. Em um dos ambientes estão expostas várias fotos de personalidades que fizeram muito pelo bem da humanidade, como Nelson Mandela, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, e muitos outros. E no centro dessas fotos há um espelho onde o visitante se enxerga com o seguinte recado: "Fez sua parte na família, na escola, no bairro, na cidade, enfim por onde andou. De coração mudou o mundo. Pretendemos mostrar para as pessoas que todo mundo pode e deve fazer a sua parte. É importante para os alunos ter essa consciência desde cedo", disse o professor Antonio Carlos.

http://www.diariodenatal.com.br/2010/05/09/cidades6_0.php, Acesso em 11 de maio de 2010

Um pé de que? (O texto)

Acordei com pé direito
em ritimo de pé de valsa
dancei à sombra de um pé de planta
catei debaixo de um pé d'água.

Segui com o pé na estrada
pé a pé
segui na caminhada

Nesse caminho sem pé nem cabeça
encontrei um bicho de pé
que me apresentou um pé de gente...

Pulei amarelinha com pé de moleque
corri uma maratona com pé de atleta
patinei com o pé frio
pulei num pé só com o pé quente.

E pé a pé
Segui em frente...

Apertei o pé!
pra não ficar com pé atrás
e segui o meu destino
na busca do que eu já nem lembrava mais...

Dei no pé
e o que eu encontraria
nem um pé de anjo adivinharia.

Troquei os pés pelas mãos
sem saber o que fazer
pois se no caminho daquele moço tinha uma pedra
o que tinha no meu
só vendo para se convencer...

No meu caminho tinha um pé!
um pé de quê?
No meu caminho tinha um poemeiro!
Um pé de poema, como queira dizer.

Era belo como ele só
e sua beleza
deixava o mundo mais belo
a vida mais leve
o amor maior...

Nunca esquecerei desse acontecimento
nessa minha vida tão sem pé nem cabeça
nesse mundo de pés chatos
nunca me esquecerei que no meio do meu caminho
tinha um poemeiro...

Ah! antes que me esqueça
não leve tudo tão ao pé da letra
esses versos colhi do pé
na vontade de prová-los logo
nem esperei amadurecer!

Mayara Bezerra

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

castelo de areia...

Me distraí com a torre do castelo...
procurando fazer a mais alta das torres...
pisei em seus muros...
esfarelou-se sua base!
















Mayara B.

(des) conhecido


para conhecer...
basta abrir a porta!

Mayara Bezerra

domingo, 20 de fevereiro de 2011

(des)caminhos se faz ao caminhar

Nunca tive tanta dúvida do rumo que tomei, pela primeira vez pensei em voltar, refazer meu caminhar...
Talvez seja tarde pra voltar e muito cedo para seguir, quem sabe o melhor mesmo a se fazer seja parar, uma pausa na sombra para relembrar os caminhos trilhados e ganhar força para os caminhos futuros!
Só temo me habituar, uma brisa na sombra pode ser muito tentadora para um andarilho cansado.

                                                                                                
                                                                

Mayara Bezerra

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A poesia cá dentro de mim...

O poema



Dentro de mim dorme um poema
Capaz de exprimir minha alma toda.
Sinto-o vago como o som ou vento
Embora já esculpido inteiro para sempre.


Sem estrofes, versos ou palavras.
Nem com sonhar ainda é.
Mera emoção dele, esfumado apenas
Bruma feliz em volta do pensar.


Dia e noite meu mistério
Sonho-o, leio-o, de novo soletro,
E sempre a fímbria das palavras me aborda
Como adejando sua vaga integridade.


Sei que nunca será escrito.
Nem sei, não sei sequer que é.
Mas a sonhá-lo sinto-me feliz,
E alegria, mesmo falsa, é alegria.

Fernando pessoa
(Tradução de José Blanc de Portugal)



escrever o pensamento
o sentimento...
me escrever!

Não sei se escrevo o que devo
(nem como se deve)

apenas sei que minha mão...
minha mão escreve!

Mayara Bezerra

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Duas Casas


Sábado eu fico aqui, domingo eu me mando pra lá
No natal eu passo mal, do ano-novo vou me livrar
Lá não tem presente
Aqui não tem assunto
Voces não tem futuro, sinto muito, quem mandou dormir junto
Qual é a minha casa?
Onde eu vou morar?
Quem me dá abrigo?
Quem vai me escutar?
Sábado eu fico aqui, domingo eu me mando pra lá
Entre duas casas minha história nunca vai começar
Lá não tem meus livros
Aqui não tem respeito
Voces não tem mais jeito, sinto muinto, quem mandou dormir junto
Paula Toller / George Israel (kid abelha)