segunda-feira, 18 de maio de 2009

18 de maio, 138º dia do ano no calendário gregoriano (139º em anos bissextos). Faltam 227 para acabar o ano

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes
Dia Nacional da Luta Antimanicomial
Aniversário da cidade de Caruaru, Pernambuco
Mitologia grega - Dia ao Deus Pan
Dia Internacional dos Museus

1152 - Casamento de Henrique II de Inglaterra com Leonor, Duquesa da Aquitânia
1804 - Napoleão Bonaparte é coroado Imperador da França, adotando o nome de Napoleão I
1857 - Emancipação da cidade de Caruaru, Pernambuco1910 - A Terra passa pela cauda do Cometa Halley.
1910 - A Terra passa pela cauda do Cometa Halley
1012 - Eleição do Papa Bento VIII.

2006 - Inauguração, em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, da exibição da Colecção Dr. Gustav Rau - De Fra Angelico a Bonnard. Esta exposição tornou-se na maior já recebida em Lisboa.
2007 - Cerca de 4 mil frangos foram sacrificados no distrito de Jaldhaka, no Bangladesh, depois da detecção, pelas autoridades sanitárias, de mais um foco de gripe aviária
2009 - em algum lugar nasce alguém
2009 - em algum lugar morre um outro
2009 - fui a uma aula que não houve
2009 - fui dormir como tantos outros a espera de algo...
2009 - o que farei amanhã?


Labirinto

Sigo perdida
entre rimas, livros
poesias e filosofias

Tento encontrar-te
em cada verso
em cada livro

Sigo perdida
entre lágrimas e dor
papéis e caneta

E caminho...
com a dor que acompanha os poetas

Sigo perdida
entre bocas e abraços
beijos e braços

Mas nenhum deles são meus
nehum deles me têm

Sigo perdida
entre camas e leçóis
vontades e desejos
perfumes e luxurias

E não consigo me encontrar
e nada me faz me completar

Sigo perdida
a procura de um alguém
em busca de você...

E não há como me encontrar
para sempre te perdi
para sempre me perdi

Mayara Barreto
Sou um poço que esconde águas cristalinas,
mas para aproximar-se dele
exijo entrega, cumplicidade, amor.

Luis Costa

Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é...


Quando olho no espelho
encontro cicatrizes que a vida fez.
Algumas são profundas na alma.
Outras deixaram marcas quase impercebíveis.

Quando fecho os olhos diante do espelho
percebo lágrimas de alegria percorrerem
vales e canais, que conduzem a momentos
de intensa felicidade.

Quando afasto-me do espelho
tenho a certeza que continuo
sendo o mesmo de sempre:
um ser humano capaz de se encontrar
em suas mais profundas contradições e possibilidades.

Luís Costa

Sobre o reggae...



Eu falo,
muito sobre o que o reggae diz
Tentando te explicar tudo o que sinto quando ouço um reggae raiz
Eu falo, falo, falo, falo, falo muito sobre o que o reggae diz
Tentando te explicar tudo o que sinto quando ouço um reggae raiz
Sou
um desejo incontido,
um sonho quimérico,
um (des)concerto de ideais.
Sou
uma voz meiga e forte,
um poço de indecisões,
a incógnita necessária.
Sou
uma visão paranóica,
uma reminiscência do presente,
um vulto(in)reconhecível.
Sou
uma definição incompleta,
um vaso irretocável,
uma fuga premeditada.

Luís Costa

quarta-feira, 8 de abril de 2009

tempo...
sem tempo para escrever...
sem tempo...
correndo atrás do tempo perdido
correndo para alçar o tempo esparado
o tempo cura tudo
o tempo trás saudade
na verdade mesmo...
que me falta é tempo para escrever...











Mayara Bezerra

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A metafísica do corpo


A metafísica do corpo se entremostra
nas imagens. A alma do corpo
modula em cada fragmento sua música
de esferas e essências
além da simples carne e simples unhas

Em cada silêncio do corpo identifica-se
a linha do sentido universal
que à forma breve e transitiva imprime
a solene marca dos deuses
e do sonho.


Entre folhas, surpreende-se
na última ninfa
o que na mulher ainda é ramo e orvalho
e, mais que natureza, pensamento

da unidade inicial do mundo:
mulher planta brisa mar,
o ser telúrico, espontâneo,
como se um galho fosse da infinita
árvore que condensa
o mel, o sol, o sal, o sopro acre da vida.


De ênfase e tremor banha-se a vista
ante a luminosa nádega opalescente,
a coxa, o sacro ventre, prometido
ao ofício de existir, e tudo mais que o corpo
resume de outra vida, mais florente,
em que todos fomos terra, seiva e amor.


Eis que se revela o ser, na transparência
do invólucro perfeito.


Carlos Drummond